Pelo aluno da Escola de Mestres José Luís Ferreira.
Ao se observar templos cristãos e o fluxo de pessoas de classes sociais diferentes, de diversos níveis de escolaridade, profissões e tantas outras diferenças, talvez questione-se o porquê destas pessoas estarem ali. O que move-as a assumirem um compromisso de estarem nestas reuniões convictas de que fazem parte do Reino de Deus e de que precisam ser influência na vida de outras pessoas. Muito foi e tem sido discutido sobre o binômio Fé e razão, mas ainda observa-se que existem dúvidas relacionadas à importância de ambas para o crescimento humano.
Justamente porque a Fé proporciona à razão a obter com maior agilidade e credibilidade o seu objetivo, a verdade. Por mais que a razão se esforce para provar determinadas proposições, somente a Fé é capaz de lhe conceder a aceitação de que não pode obter tudo o que quer.
Para exemplificar, inúmeras são as vezes que ouve-se dos Pastores e Líderes que a vida, a realidade, a história das pessoas vai mudar a partir de suas decisões e atitudes, mas que estas conquistas somente ocorrerão se exercitarem a sua “Fé”. No entanto, o que elas estão vivenciando ou querem vivenciar ocorre necessariamente no âmbito da “razão”, do natural, ou seja, é algo concreto ou que precisa materializar-se. É neste momento que para muitos inicia-se um conflito, porque quando saem pela porta da Igreja e retornam para sua casa, vão se confrontar novamente com a sua realidade, com seus desafios e que muitas vezes são complicados e exigem ações objetivas.
Na verdade Fé e razão são duas propriedades do homem, ou seja, é um ser que crê e raciocina. Algumas vezes raciocina para crer, outras vezes crê para raciocinar e de qualquer forma, as duas partes estão sempre presentes. Aboud (2009, p. 45) ao confrontar vista (razão) e visão (Fé), diz que a vista proporciona às pessoas a capacidade de enxergar o aqui e o agora, o presente. Já a visão é a capacidade de ver além dos olhos, é a função da alma de visualizar o amanhã, o que irá acontecer. Complementa que a Fé é a capacidade da visão em ver os fatos que os olhos ainda não conseguiram enxergar, que ter Fé é ter uma visão clara daquilo que Deus já preparou e que quem a possui entende que as promessas do Senhor são mais reais que a própria realidade.
A importância objetiva da Fé habilita as pessoas a apegarem-se e a possuírem as realidades daquilo que Deus lhes prometeu. É a essência das coisas esperadas e o que lhes garante desfrutar destas bênçãos. É o dom dado por Deus à elas, para que possam se mover no mundo agindo sobre sua realidade, tendo como alvo a plenitude da vida que só é encontrada em Deus. Conforme Andrade e Matos (2010) o homem é um ser que, por natureza, deseja superar todas as suas capacidades. Ele procura desvendar os profundos mistérios que circundam a vida. A razão o auxilia metodicamente na descoberta desses mistérios. A Fé o ampara quando não obtém respostas precisas a partir da experiência realizada. A Fé e a razão, conciliadas, fazem do homem um ser realizado que pode melhorar a si e sua sociedade.
A razão é a capacidade do intelecto humano de realizar atividades mentais organizadas, ou seja, associação de idéias, conclusões ou julgamentos de valores. As Escrituras reconhecem a noção de razão em termos relacionados como sabedoria, mente, pensamento e conhecimento. Deus em toda a Bíblia apela continuamente apela diretamente à razão humana, convocando o homem racional para o confronto. A razão é inata do ser humano, e como tal, parte da criação de Deus. Carvalho (2010) afirma que a razão é inata no ser humano, e como tal, parte da criação de Deus. Nesse sentido, é essencialmente boa (Gn 1:26,31 ), e objeto da graça comum (Mt 5:45; Tg 1:17), na capacidade de pensar eticamente (Rm 2:14,15). Embora finita e incapaz de alcançar o Deus transcendente (Is 55:8,9) é evidentemente funcional para diversas tarefas, e essencial para a vida humana.
Sendo parte integral do ser humano, a razão é também objeto da graça redentora. Como regenerados, recebemos a “mente de Cristo” (1 Co 2:16), e somos chamados a “renovar” as nossas mentes, ou seja, permitir que nossa razão e atitude mental sejam purificadas e conduzidas pela verdade, na aceitação crente da Palavra de Deus, para experimentarmos a plenitude da salvação (Rm 12:2; Ef 4:22-24). Somente através da Fé a razão pode ser liberta da mentira e o homem pode alcançar a verdadeira sabedoria (Pv 4:5), mas não deve fazê-lo com auto-suficiência carnal (Pv 3:5), mas arrependendo-se de sua rebeldia intelectual e temendo a Deus.
Deve exercitar Fé na revelação para compreender o mundo e sua própria existência a partir dessa revelação. Para Percilia (2010), a espiritualidade divina para o crente, não é incompatível com a presença de poder ver Deus atuar materialmente sobre o mundo, realizando milagres. Já para a razão, é preciso provar racionalmente que é possível uma ação do espírito sobre a matéria e por que, sendo Deus onisciente, realizando milagres suspenderia a ordenação necessária do mundo que Ele próprio estabeleceu.
Portanto, a Fé prevalece sobre a razão, justamente por que a segunda é orientada pela primeira, para que possamos viver conforme a mente de Deus, para a Sua glória. Tal entendimento é possível por ser o homem à imagem de Deus. A mesma sabedoria pela qual Deus criou o mundo (Pv 8:22-30) é sabedoria que ele dá aos que a buscam com Fé (Pv 2:1-5; Tg 1:5,6).
Essa sabedoria é nada menos que o logos de Deus, Cristo, pelo qual Deus fez o mundo (Jo 1:3) e pelo qual a luz alcança o homem (Jo 1:4-10). O próprio Cristo é a sabedoria de Deus (1 Co 1:24), e a aceitação da revelação cristã proporciona a chave para o homem compreender o universo. Ele já é a razão objetiva do mundo, e se torna nossa razão subjetiva, quando nos dá entendimento restaurando e renovando nossas mentes para compreendermos a verdade.
Ao se observar templos cristãos e o fluxo de pessoas de classes sociais diferentes, de diversos níveis de escolaridade, profissões e tantas outras diferenças, talvez questione-se o porquê destas pessoas estarem ali. O que move-as a assumirem um compromisso de estarem nestas reuniões convictas de que fazem parte do Reino de Deus e de que precisam ser influência na vida de outras pessoas. Muito foi e tem sido discutido sobre o binômio Fé e razão, mas ainda observa-se que existem dúvidas relacionadas à importância de ambas para o crescimento humano.
Justamente porque a Fé proporciona à razão a obter com maior agilidade e credibilidade o seu objetivo, a verdade. Por mais que a razão se esforce para provar determinadas proposições, somente a Fé é capaz de lhe conceder a aceitação de que não pode obter tudo o que quer.
Para exemplificar, inúmeras são as vezes que ouve-se dos Pastores e Líderes que a vida, a realidade, a história das pessoas vai mudar a partir de suas decisões e atitudes, mas que estas conquistas somente ocorrerão se exercitarem a sua “Fé”. No entanto, o que elas estão vivenciando ou querem vivenciar ocorre necessariamente no âmbito da “razão”, do natural, ou seja, é algo concreto ou que precisa materializar-se. É neste momento que para muitos inicia-se um conflito, porque quando saem pela porta da Igreja e retornam para sua casa, vão se confrontar novamente com a sua realidade, com seus desafios e que muitas vezes são complicados e exigem ações objetivas.
Na verdade Fé e razão são duas propriedades do homem, ou seja, é um ser que crê e raciocina. Algumas vezes raciocina para crer, outras vezes crê para raciocinar e de qualquer forma, as duas partes estão sempre presentes. Aboud (2009, p. 45) ao confrontar vista (razão) e visão (Fé), diz que a vista proporciona às pessoas a capacidade de enxergar o aqui e o agora, o presente. Já a visão é a capacidade de ver além dos olhos, é a função da alma de visualizar o amanhã, o que irá acontecer. Complementa que a Fé é a capacidade da visão em ver os fatos que os olhos ainda não conseguiram enxergar, que ter Fé é ter uma visão clara daquilo que Deus já preparou e que quem a possui entende que as promessas do Senhor são mais reais que a própria realidade.
A importância objetiva da Fé habilita as pessoas a apegarem-se e a possuírem as realidades daquilo que Deus lhes prometeu. É a essência das coisas esperadas e o que lhes garante desfrutar destas bênçãos. É o dom dado por Deus à elas, para que possam se mover no mundo agindo sobre sua realidade, tendo como alvo a plenitude da vida que só é encontrada em Deus. Conforme Andrade e Matos (2010) o homem é um ser que, por natureza, deseja superar todas as suas capacidades. Ele procura desvendar os profundos mistérios que circundam a vida. A razão o auxilia metodicamente na descoberta desses mistérios. A Fé o ampara quando não obtém respostas precisas a partir da experiência realizada. A Fé e a razão, conciliadas, fazem do homem um ser realizado que pode melhorar a si e sua sociedade.
A razão é a capacidade do intelecto humano de realizar atividades mentais organizadas, ou seja, associação de idéias, conclusões ou julgamentos de valores. As Escrituras reconhecem a noção de razão em termos relacionados como sabedoria, mente, pensamento e conhecimento. Deus em toda a Bíblia apela continuamente apela diretamente à razão humana, convocando o homem racional para o confronto. A razão é inata do ser humano, e como tal, parte da criação de Deus. Carvalho (2010) afirma que a razão é inata no ser humano, e como tal, parte da criação de Deus. Nesse sentido, é essencialmente boa (Gn 1:26,31 ), e objeto da graça comum (Mt 5:45; Tg 1:17), na capacidade de pensar eticamente (Rm 2:14,15). Embora finita e incapaz de alcançar o Deus transcendente (Is 55:8,9) é evidentemente funcional para diversas tarefas, e essencial para a vida humana.
Sendo parte integral do ser humano, a razão é também objeto da graça redentora. Como regenerados, recebemos a “mente de Cristo” (1 Co 2:16), e somos chamados a “renovar” as nossas mentes, ou seja, permitir que nossa razão e atitude mental sejam purificadas e conduzidas pela verdade, na aceitação crente da Palavra de Deus, para experimentarmos a plenitude da salvação (Rm 12:2; Ef 4:22-24). Somente através da Fé a razão pode ser liberta da mentira e o homem pode alcançar a verdadeira sabedoria (Pv 4:5), mas não deve fazê-lo com auto-suficiência carnal (Pv 3:5), mas arrependendo-se de sua rebeldia intelectual e temendo a Deus.
Deve exercitar Fé na revelação para compreender o mundo e sua própria existência a partir dessa revelação. Para Percilia (2010), a espiritualidade divina para o crente, não é incompatível com a presença de poder ver Deus atuar materialmente sobre o mundo, realizando milagres. Já para a razão, é preciso provar racionalmente que é possível uma ação do espírito sobre a matéria e por que, sendo Deus onisciente, realizando milagres suspenderia a ordenação necessária do mundo que Ele próprio estabeleceu.
Portanto, a Fé prevalece sobre a razão, justamente por que a segunda é orientada pela primeira, para que possamos viver conforme a mente de Deus, para a Sua glória. Tal entendimento é possível por ser o homem à imagem de Deus. A mesma sabedoria pela qual Deus criou o mundo (Pv 8:22-30) é sabedoria que ele dá aos que a buscam com Fé (Pv 2:1-5; Tg 1:5,6).
Essa sabedoria é nada menos que o logos de Deus, Cristo, pelo qual Deus fez o mundo (Jo 1:3) e pelo qual a luz alcança o homem (Jo 1:4-10). O próprio Cristo é a sabedoria de Deus (1 Co 1:24), e a aceitação da revelação cristã proporciona a chave para o homem compreender o universo. Ele já é a razão objetiva do mundo, e se torna nossa razão subjetiva, quando nos dá entendimento restaurando e renovando nossas mentes para compreendermos a verdade.
0 comentários:
Postar um comentário